A história do violão que hoje
conhecemos, começou a ser descoberta há aproximadamente dois mil anos antes de
Cristo.
No início do século VI, os Búlgaros trouxeram uma variedade de braço curto de um instrumento, kobuz, para os Balcãs. Por outro lado, os Mouros trouxeram para a Península Ibérica, no século IX, o oud. Antes disto, a quitra/pandura, uma espécie de citerna, ter-se-ia tornado comum no mediterrâneo. Contudo, este instrumento (pandura) não se extinguiu, apenas evoluiu para instrumentos como a citerna, guitarra portuguesa, chitarra italiana, guitarra barroca, vihuela, chitarrão, bouzouki, laouto, entre outros, na Europa. Na Argélia e Marrocos, a quitra sobrevive como o instrumento kuitra.
Os arqueólogos encontraram placas de
barro com figuras seminuas tocando instrumentos musicais, muito similares
ao violão atual (1900-1800 a.C.), na antiga Babilônia. Um exame
mais detalhado nos mostra que há diferenças significativas no corpo e
no braço. Além de possuir algumas diferenças principalmente
no corpo do instrumento e no braço,
o fundo é chato e com isso não há nenhuma relação com o alaúde,
de fundo côncavo. As suas cordas são pulsadas com a mão direita,
e o número de cordas não se dá para precisar, mas em algumas
placas pelo menos duas cordas são visíveis. Outras descobertas de
instrumentos semelhantes ao violão foram encontradas em cidades como
Assíria, Susa e Luristan.
Os instrumentos
de cordas pulsadas que hoje conhecemos, tiveram sua origem histórica
a partir da Lira, instrumento de cordas usado pelos antigos
Gregos e Egípcios. O violão é conhecido mundialmente
como guitarra e faz parte do grupo de instrumentos de cordas
pulsadas, que são classificados em: providos
de haste ou braço (Guitarra, Alaúde, Vihuela)
e sem haste ou braço (Harpa, Lira). Durante
a época em que predominou o movimento renascentista na Europa, período esse das
grandes descobertas e explorações nas artes, onde o homem passa a ser
valorizado, contribuindo dessa forma para o aparecimento do Humanismo. O período
renascentista revive muito da antiguidade dos gregos e romanos,
principalmente no tocante as artes e na música que tinha
como base os princípios gregos, sendo as formas musicais mais utilizadas
para a música vocal, o Moteto, a Missa e o Madrigal, e a música
instrumental a Canzona, o Ricercare, a Tocata, a Fantasia e o Tema com
Variações. O instrumento predominante neste período era o Alaúde,
com exceção da Espanha, onde o instrumento que dominava era a Vihuela.
A origem do
violão (guitarra), é muita confusa e provavelmente tenha se originado na
mesma época em que se criaram os instrumentos de cordas pulsadas como
o Alaúde, a Vihuela, etc.
Fonte: http://www.mundodoviolao.com.br/historia/historia-do-violao/
Segue alguns vídeos com os instrumentos que
antecederam o violão de nossa época.
No início do século VI, os Búlgaros trouxeram uma variedade de braço curto de um instrumento, kobuz, para os Balcãs. Por outro lado, os Mouros trouxeram para a Península Ibérica, no século IX, o oud. Antes disto, a quitra/pandura, uma espécie de citerna, ter-se-ia tornado comum no mediterrâneo. Contudo, este instrumento (pandura) não se extinguiu, apenas evoluiu para instrumentos como a citerna, guitarra portuguesa, chitarra italiana, guitarra barroca, vihuela, chitarrão, bouzouki, laouto, entre outros, na Europa. Na Argélia e Marrocos, a quitra sobrevive como o instrumento kuitra.
Kora. O
Kora é um instrumento de cordas, tradicional dos povos Mandigas da Africa
Ocidental, tendo uma caixa de ressonância feita de cabaça e suas cordas eram
originalmente feitas de pele de antílope com um braço que sustenta as cordas -
21 em média -. É o instrumento tradicional dos sábios CRIOTS, poetas cantadores
de histórias e crônicas que difundiam as tradições e conhecimentos dos reinos
nas regiões que hoje conhecemos como Gâmbia, Guiné, Mali, Serra Leoa,
Costa do Marfim, Senegal, Burquina Faso, Libéria, Guiné-Bissau, Níger,
Mauritânia.
Oud. A origem das palavras oud possivelmente
remontam da palavra árabe al'ud, "a madeira". Alguns investigadores
sugerem também que seja uma simplificação da palavra persa rud, que significa
corda, instrumento de cordas ou alaúde.
Sitar. Sitar é um tipo de alaúde de braço longo
originário do Norte da Índia. Tradicionalmente, a Sitar é considerada
o principal instrumento musical entre culturas Hindustani. O termo “hindu”
refere-se a vários dialetos e formas de arte nativa do norte da Índia e do
Paquistão. Como o instrumento principal de cordas da época pré-islâmica da
Índia, a sitar era um instrumento comum de festas religiosas. Com o
tempo, ela tornou-se um instrumento para as mulheres que cantavam e dançavam em
festividades importantes. Historiadores acreditam que a Sitar originou-se
da Veena, um instrumento de cordas com trastes muito popular na Índia antiga. O
sitar também pode te surgido a partir de um outro instrumento de cordas chamado
tanbur. Este alaúde de pescoço longo desempenhou um papel crucial nas culturas
medievais muçulmanas. Outra influência também pode ter vindo da “vina”
(ou “bin”), um tipo estreito de cítara indiana.
Saltério. O saltério é um instrumento da família das
cítaras. O termo 'cítara' é utilizado para denominar qualquer cordofone que
possua cordas esticadas sobre o corpo do instrumento. Normalmente, o corpo é a
própria caixa de ressonância e as cordas são esticadas acima dela, passando por
cima de cavaletes. No saltério, especificamente, as cordas são fixadas por meio
de cravelhas de madeira ou de metal. Na antiguidade, o instrumento era
utilizado pelos assírios, babilônios e egípcios, em rituais religiosos e
profanos. Os hebreus utilizavam o saltério para acompanhar salmos nos cânticos
sacros. Por volta do século XVII, o saltério do Oriente (qanun) chegou à Europa
por meio da Espanha e influenciou a estrutura do saltério comumente utilizado
no continente europeu entre os séculos XII e XV. Neste período, o saltério era
utilizado tanto em ritos religiosos quanto em ritos profanos como danças e
canções dos menestréis. Na Renascença, devido à difusão do uso do cromatismo,
sistema que o saltério não tinha como atender, o instrumento perdeu espaço. No
século XVI o saltério deu origem a outros instrumentos: o dulcimer (onde as
cordas são tocadas com martelos), o cravo (onde as cordas são pinçadas e
acrescentou-se um teclado à estrutura do saltério) e a cítara (onde se
acrescentaram trastes). No século XVIII, o instrumento voltou a se tornar
conhecido e muitos dos exemplares que chegaram até os dias de hoje são desse
período, como o próprio exemplar do Museu. No século XX, o saltério foi
utilizado principalmente na execução do repertório de música antiga. Não são
muitas as menções à presença do saltério no Brasil, numa rara citação Cunha
Mattos narra que em 1824, na província de Goiás, algumas senhoras cantavam e
tocavam saltério, cítara, guitarras e violas.
Alaúde. As origens do alaúde não são
concretas. Vários tipos de alaúdes eram usados nas antigas civilizações: Pelos
Judeus Hebreus antes de Cristo com referências na Bíblia Sagrada no antigo testamento
nos livros de 1 Crônicas 15:20, Salmos 57.8 e Salmos 92.3, civilizações
Egípcia, Hitita, Grega, Romana, Búlgara, Gandaresa, Turca, Chinesa e
Arménia/Siliciana. O alaúde atingiu a sua forma familiar, no início do século
VII, na Pérsia, Arménia, Bizâncio e no mundo Árabe.
No final do Renascimento o número de
cordas cresceu para 10 e durante o Barroco prosseguiu o seu
acrescento de cordas para 14, chegando até às 19. Estes instrumentos, devido ao
facto de muitas vezes terem mais de 30 cordas (tomando as duplas como 2
cordas), precisaram que se alterasse a sua estrutura, inovando-a. No final da
sua evolução, o alaúde-harpa e a tiorba tinham grandes
extensões de braço anexas ao cravelhame para acrescentar um grande
comprimento de ressonância para cordas graves, e visto que os dedos da mão
esquerda não têm extensão suficiente para ir além das 14 cordas, as cordas
graves eram colocadas fora da parte trastejada, eram tocadas abertas.
Vihuela. À volta de 1500, na Península Ibérica,
a viuhela da mano, uma espécie guitarra em forma de viola da gamba e
antepassado da vihuela, apenas dedilhada, foi adoptada pelos lutenistas,
embora o alaúde se tenha mantido a par da existência e popularização desta.
Este instrumento acabou também por encontrar o seu caminho rumo a Itália,
em zonas que estiveram sobre o domínio de Espanha, especialmente
na Sicília e nos estados papais na altura do papa Alexandre VI, que
trouxe muitos músicos catalãs para Itália, onde se tornou conhecida
como viola da mano.
Breves comentários do professor:
Nicolas de Souza Barros. Da transição do Alaúde para a Vihuela, seguido da
Guitarra Renascentista, Guitarra Barroca, e Guitarra Romântica e sua variante
comum no Brasil, a Viola Caipira.
Guitarra Renascentista.
Guitarra Barroca.
Guitarra Romântica.
Viola Caipira.
Violão Moderno.
Antonio de Torres. O Mestre dos Mestres. Antônio Torres revolucionou, no século
XIX, a arte de construir violões ao demonstrar a eficiência de seus padrões de
forma (patrones) e de estrutura harmônica, que são usados até os dias de hoje
com diversas variantes. Foi também o pioneiro a mostrar que a sonoridade de um
violão deve-se grandemente ao tampo, à forma como é construído. Em seu célebre
experimento, um violão em que todas as partes do instrumento eram compostas de
papel machê, exceto o tampo, construído em abeto, demonstrou que os esforços de
pesquisa deveriam, naquele momento, se concentrar ali. Assim, abriu campo para
inúmeros estudos acerca da estrutura harmônica do tampo que resultaram em
características sonoras diversas.
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